Templo

Eu sou minha própria igreja
E meu coração é um altar para Deus
Meus olhos vigilantes chamas
E de meus lábios a vontade em fluida corrente
Minhas mãos unidas crepuscularmente
São abismos e alturas em único e eterno movimento
Subo os degraus de minha mente
E ascendo em comunhão com os Deuses
Para em seguida mergulhar profundamente
Na água da vida, na fonte do conhecimento
Eu mesmo, oferenda e adorada estrela
Adentrando os portais do Mistério
Em busca do sangue e do fogo violeta
Sendo aninhado novamente em santo ventre
Sendo o caminho, seu fim e começo
Sendo Deus habitando sacrário
Criador, criatura, firmamento
Retornando ao jardim edênico
Existente no interior da Deusa-árvore do conhecimento
E então me perco em mim mesmo
Encontrando o Universo em meu peito
Extasiado nos corredores do meu próprio templo.

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